DEPOIMENTOS

 

-  Descobri que era portador do vírus C em 1991, quando tive uma hemorragia

   digestiva devido ao rompimento de varizes no esôfago, causadas pela hepatite C.

   Naquela época, aqui no Brasil o vírus da Hepatite C era desconhecido, já que ele foi

   descoberto nos EUA em 1989. Fiz o exame HVC e o resultado foi negativo. 

   Para descobrir tive que enviar o meu sangue para a Itália para realizar o PCR

   através do Hospital São Rafael. Fiz uma biópsia através de laparoscopia e foi

   descoberta uma cirrose hepática também. Tive, em 1992, outra hemorragia, 

   dessa vez devido ao rompimento de varizes no estômago.Foi necessário fazer

   uma gastrectomia para retirá-las e o cirurgião também retirou o meu baço para

   diminuir a pressão portal.  Comecei então o meu primeiro tratamento  somente

   com Interferon (monoterapia) durante 6 meses. Não fiquei curado. Mudei de 

   médico para o Dr. Raymundo Paraná. Fiz um segundo tratamento em 1998,  

   com o Interferon convencional associado à Ribavirina, durante 10 meses. 

   Também não fiquei curado, mas o meu estado de saúde e os índices dos 

   exames melhoraram bastante. Não sei como me  contaminei. Só sei que não

   foi através de transfusão de sangue (como a maioria) porque não fiz nenhuma 

   antes de 1993. Fiz, entre Julho/2002 e Junho/2003 o terceiro tratamento, 

   com o Interferon Peguilado também associado à Ribavirina. Fiz 5 (cinco) 

   exames PCR até 18/07/2003, todos com resultado NEGATIVO. Infelizmente o 

   resultado do PCR para confirmação ou não da cura, realizado em Dez/2003 foi

   POSITIVO, ou seja a carga viral diminuiu mas não zerou (o que significaria a

  CURA). Infelizmente apareceram 2 nódulos no meu fígado, que a princípio eram

  REGENERATIVOS, mas no início de 2005 se tornaram CARCINOMAS HEPATOCELULAR.

  Daí a solução indicada foi o transplante de fígado. Após 9 meses de espera,

  realizou-se a operação. Eu estou me sentindo muito bem e TODOS os exames estão

  dentro da faixa de normalidade.

                                                                      Romulo Corrêa 30/03/2007

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 Caros Amigos Hepatos:

 

 A Hepatite C é uma doença sigilosa e assintomática.

A minha doença foi descoberta, por acaso, em exames de rotina em maio de 1997.

Os exames indicaram alterações nas funções hepáticas. As transaminases estavam

elevadíssimas a níveis de TGO 247(máximo de 35 Ul) e TGP 355 (máximo de 43 Ul).

Foi realizada biopsia em 31.10.97.Exame confirmativo: HCV RNA positivo – dez/97

Início do Tratamento: 15.01.1998 por seis meses

Medicamentos: Interferon e Ribavirina

Histórico do tratamento:

Interferon de três UM 1ampola as 2ªs., 4ªs e 6ªs (36 ampolas) – R$ 35,00 a 

unidade e Ribavirina de 250 mg – 2 comprimidos vias oral de 12/12 h (360 

comprimidos) – R$ 185,00 cada caixa com 60 comprimidos.

Em junho – 98 suspendeu a medicação - baixaram as taxas da função hepática,

mas não negativou o vírus.

Em outubro de 1998 retornou o uso do Virazole em face do aumento nas taxas da

função hepática.

Em maio de 2.000 retornou o tratamento do Interferon com a Ribavirina

Um novo produto mais eficaz o INFERGEN DE 15MCG para uso em 12 meses.Custo 

do Infergen – U$ 85,12 (12 unidades R$ 1.968,05) Virazole 250 – R$ 173,00

A confirmação do  vírus ter negativado se verificou em 20.11.2001 – sem uso de 

medicamento

Efeitos colaterais:  físicos (depende do organismo de cada pessoa) fortes dores

de cabeça, irritabilidade,  febre alta (até queda de cabelo); psíquicos: depressão

requerendo tratamento psicoterápico

Chances de cura: SIM – existe

Iniciei o tratamento com 40% e hoje estou na faixa de 90% de chances.

Fatores importantes: relação de confiança entre médico e paciente.

Paciência, perseverança, otimismo, esperança, coragem, fé e o mais importante

e significativo, o apoio da família.

 

Derval Magalhães 06/07/2002

Portador do vírus da Hepatite C  Negativado

 

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- Aposentei-me da Petrobrás em julho de 1998 e já próximo a data de me aposentar começava a me sentir um pouco fraco, e meus exames demissionários apresentavam valores além dos normais para as funções hepáticas. Ao aposentar-me fui ao meu médico clínico e solicitei novos exames e eu mesmo pedi a ele que incluísse o exame que detecta o vírus da hepatite, pois eu estava percebendo que a minha urina estava ficando com a tonalidade amarela escuro e me cansava rapidamente ao lavar o carro ou outro qualquer exercício um pouco forte. O exame foi solicitado e acusou a presença do vírus da hepatite C. O meu médico clínico então me enviou para o Dr. Raimundo Paraná que na sua opinião era o melhor hepatologista da Bahia. Fui ao Dr. Paraná no mês de outubro de 98, batemos um bom papo sobre a doença no qual ele me colocou a parte de todo o tratamento, medicação, chances de cura em fim tudo sobre o tratamento e me perguntou "Você quer ficar curado, está disposto a fazer o tratamento tem fé na cura? Se tudo isso é verdade e você confia no seu médico vamos ao tratamento e ai já temos uma grande chance de cura." Logo partimos para os exames e também foi solicitado a biópsia do fígado, e os resultados confirmaram ser a hepatite C (crônica). Diante da confirmação da doença, tínhamos que começar logo o tratamento, porém eu pedi a ele para começar em maio de 99 pois eu tinha um compromisso com a festa de São José de Amaralina em março de 2000 e não poderia deixar de cumprir. Logo após a festa começamos o tratamento, tendo como medicação Ribavirina e Interferon. O tratamento não foi nada fácil, pois as reações após ao uso do Interferon o qual eu tomava as terças, quintas e sábado eram de um calafrio seguido de sudorese e depois dor de cabeça, estas reações se dava após as duas a três horas do uso do Interfeon , só melhorava com o uso de Thilenol que eu passava a usar de quatro em quatro horas. Estes sintomas eu passei durante todo o tratamento, mas não deixei de tomar um só dia a medicação e ai talvez também esteja o meu sucesso no tratamento. Agora aliado ao medicamento o meu sucesso na cura da hepatite C, que já no sexto mês apresentava o PCR negativo, ( mesmo assim continuei fazendo uso da medicação até completar um ano), o grande aliado que eu tive e qualquer portador de hepatite seja ela A,B,C,D ou E é a família, pois o portador da hepatite C tende a entrar em depressão  e aí entra a fé em Deus e o apoio incondicional da família e eu o tive, e graças a este  apoio da família e a participação efetiva de Dr. Paraná hoje eu me encontro curado. Ao final de um ano de tratamento com a medicação e apresentando os resultados de exames da função hepática dentro dos valores normais e o PCR dando negativo, foram suspensos os medicamentos e passou-se a monitorar os exames de função hepática e PCR por mais dois anos. E isso amigos, hoje eu digo a vocês, tenham fé em DEUS em seu Médico e em Você e lute que você vence este mal pois para DEUS nada é impossível. 

                                                                                       Hilson Cordeiro   23/07/2002